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9 de maio de 2010

As diferentes religiões: o Cristianismo...

O Cristianismo

As diferentes religiões que existem como sendo:

Primitivas: onde a forma de adoração é de alto teor mágico e mistério. Ex: animismo, magismo, umbanda.
Sapienciais: que se fundamentam no conhecimento, na meditação, na contemplação, na busca pelo sentido da vida. Buscam um ideal ético e uma sabedoria prática para a vida.
Ex: Budismo, confucionismo, hinduísmo, taoísmo e xintoísmo.
Proféticas ou reveladas: são religiões que surgem a partir de uma profecia ou revelação através de um ser superior.
Ex: Cristianismo, islamismo e judaísmo.
Espirituais: este grupo admite influência de inúmeras forças espirituais, que agem tanto sobre as pessoas como também sobre a natureza.
Ex: Espiritismo e umbanda.
Místicas ou filosofias de vida: são religiões, seitas ou grupos que não estrutura rígida. Buscam a fraternidade entre os homens através de ensinamentos ético-morais.
Ex: Maçonaria, yoga, rosa-cruz, gnosticismo, seicho-no-iê,logosofia, teosofia. O Budismo também é considerado uma filosofia de vida.
As religiões invariavelmente se dividem. No Ocidente, as doze tribos hebréias se dividiram em Israel e Judá. A cristandade se dividiu nas Igrejas Ocidental e Oriental com diversas ramificações. A mesma coisa aconteceu com o Budismo.
As formas religiosas que relacionam com o Sagrado são inúmeras. Teísmo que se divide em: monoteísmo (através das idéias de Abrão, Moisés, Ezequiel, Jeremias, Jesus, Maomé), politeísmo, henoteísmo, panteísmo, panenteísmo. E, Monismo, Dualismo, Deísmo, Ateísmo, Animismo, Magismo, Manismo, Totetismo, Gnosticismo.

Sistemas de crenças religiosas só se encontram claramente enunciados no Antigo Egito, por volta 4000 a . C., e boa parte das religiões que conhecemos hoje começaram a se formar na chamada Era Axial, entre os séculos 9 e 2 a . C.; na China, entre os séculos 6 e 5 a . C., Confúcio (Kong Zi) e Lao-Tse fundam novos sistemas de pensamento e crenças a partir de antigas tradições orais.
A tese maior é que se aos eventos forem permitidos seguir seu curso natural, sem interferência, resultará paz e harmonia maravilhosa. Confucionismo, na verdade não é bem uma religião. Na verdade, é uma filosofia baseada em um código de ética que regula a conduta do indivíduo e os princípios básicos de um bom governo. Defendia que tantos os indivíduos quanto os Estados devem se portar de forma plácida, moderada e em respeito às leis, evitando extremos e excessos.
No Taoísmo, Iang e Ing, todas as coisas são iguais, não havendo certo ou errado.
A idéia principal do Confucionismo é a busca do Caminho (Tao), que garante o equilíbrio entre as vontades da terra e as do céu. É aqui que surge o dito não faça aos outros o que não queres que te façam.

Na Índia, na mesma época, o príncipe Sidarta Gautama, que era um humanista, deu início a uma série de ensinamentos, que iriam originar o Budismo. Ele levantou a sua voz contra a crueldade de Deus, uma religião ou filosofia, formada a partir do Hinduísmo.
Na Pérsia, atual Irã, o monoteísmo proposto por Zoroastro expandiu-se e chegou a outra regiões com grande influência na formação de outras crenças na região do Oriente Médio. Zoroastrismo – religião a venerar um único Deus e a prometer para após a morte, recompensas ou punições por tudo que o individuo tivesse realizado em vida. Foi em meio a mistura de religiões que se ergueu o Cristianismo em contraste com as religiões politeístas dominantes o cristianismo e o judaísmo monoteísta ensinavam uma relação inteiramente diferente do homem com Deus e um caminho absolutamente diverso para a salvação. Na era dos profetas começou o Judaísmo (na antiga Palestina). Alguns sistemas religiosos desapareceram ao longo do tempo, como das antigas religiões da Grécia, Roma e Egito.
Muitas por disputas de poder e divergências, falta de confiança em suas próprias pregações e intolerância. Provocaram divisões e ainda hoje não conseguem viver pacificamente sendo causa de ódios, conflitos, guerras, causados pelo fanatismo religioso.
Em comum, todas as religiões feitas pelo homem partilham da mesma necessidade e se propõem a explicar a existência do homem neste mundo e a bem aventurança no outro. Elas intervem na vida dos crentes e não crentes, dos hereges e dos que professam outras crenças, possuídos de uma loucura esquisita.
Uma característica normal da religião é o ritual que foi, na verdade, o berço da religião, pois os antropólogos nos dizem que as pessoas expressavam sua religião por meio de dança (para invocar a chuva, afastar trovões) antes de expressa-la racionalmente. A religião surgiu da celebração e do seu oposto, a aflição, ambos clamando por expressão coletiva. Quando somos esmagados pela perda, ou quando estamos exultantes, não queremos estar apenas com pessoas; desejamos interagir com elas de modo que essas interações se tornem mais do que a soma de suas partes – isso alivia nosso isolamento. Esse movimento não é limitado apenas à espécie humana e existe também em espécies animais. Nos seres humanos, é a tradição em vez do instinto que conserva o que as gerações passadas aprenderam e legaram ao presente como modelos de ação.
As pessoas procuram respostas na religião. Nas perguntas, de onde viemos, para onde iremos, por que estamos aqui? Recebem como respostas, o sobrenatural, milagres, o oculto e o fantástico do passado. Muitos acreditam que estamos biologicamente programados para acreditar na muleta mágica, em coisas que não podemos provar, para sobreviver – herança genética dos nossos pais. Em outros a espiritualidade também é adquirida , quando existe a opção por determinada liturgia, por culto específico, por freqüentar determinada igreja, pelo hábito de rezar, ler o Alcorão ou a Bíblia, algo culturalmente adquirido.

É interessante notar, que só muito tempo depois da morte de Jesus, foi a cruz adotada como símbolo da cristandade. O símbolo anteriormente usado era o peixe (discípulos que seriam pescadores de homens). Antes de se generalizar o uso da cruz, os cristãos usaram o signo do peixe, durante muito tempo, como senha secreta. Na verdade, a cruz está longe de ser um símbolo exclusivamente cristão. Foi usado na Cruz Ansanta usada no Egito Antigo; como o Tao na China; e, entre outros, foi também usada pelos caldeus, fenícios, peruanos e mexicanos. É um dos símbolos mais antigos do mundo e sua equivalente mais velha é a suástica, que tem sido encontrada em rochas antidiluvianas em todos os continentes.

Muitas religiões foram plagiadas e alguns acontecimentos foram falsificados por motivos políticos. Os fanáticos religiosos construíram paredes ao seu redor, para “evitar os impuros”. Seus profetas, apóstolos e mensageiros se tornaram os propagandistas dos deuses. Muitos não hesitaram em proclamar que haviam conversado com o próprio Todo-Poderoso, tão profunda foi a impressão que receberam. Se, na verdade, eles estiveram face a face com o Espírito Santo, é, aqui, uma questão de decisão teológica pessoal. Muitas esperam a destruição do Mundo, o Apocalipse, o Dia do Juízo Final. A preservação delas ainda depende de superstições e da ignorância do ser humano. Tudo para alcançar o Paraíso. Dizem-se fortes e indestrutíveis para ocultar o que são. Na verdade seus dogmas são frágeis e um dia vão ruir e cair como o Muro de Berlim e o capitalismo financeiro internacional.
As únicas exceções possíveis foram alguns indivíduos inteligentes e sábios pensadores isolados cuja realização morreu com eles, e alguns grupos esotéricos e escolas de mistérios que ensinaram, secretamente, o conceito mais amplo, e sob juramento de ocultá-lo para os não iniciados.

Cristianismo

A história do cristianismo primitivo é uma narrativa pontuada por incógnitas, heresia, intrigas políticas e pessoais, ironias e meandros. O que mais tarde veio a se tornar-se o cristianismo teve início com os judeus pregando a outros judeus uma forma cada vez mais distinta do judaísmo. A imagem que a civilização ocidental se acostumou a ver é uma progressão natural: começa com Jesus, segue com a pregação dos apóstolos tal como descrita no Novo Testamento, passa pela fundação da Igreja por Pedro, prospera sob a égide de Constantino e do Concílio de Nicéia e daí, por meio do Império Romano, chega à Europa e assim por diante, até o mundo moderno.
Surgiu na Galiléia atual Israel, região da Palestina, no século 1 e o livro sagrado é a Bíblia. Segundo os Evangelhos o Cristianismo, tem sua origem no judaísmo com Jesus Cristo. Graças ao trabalho dos apóstolos difundiu-se pelo Império Romano. Recebeu influências de cultos gregos, egípcios, romano, nórdico e céltico. Gerou inúmeros ramos. O Oriente Médio foi berço das três maiores religiões: o Judaísmo o Cristianismo e Islamismo e professam suas origens no patriarca Abraão (comum um Deus).
É uma religião que tem como base a vida, os ensinamentos e, principalmente, a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo, considerado o filho de Deus, o próprio Messias. As raízes da religião remontam ao Judaísmo, mas ela é baseada em uma “nova aliança” em relação àquela firmada entre Deus e Abraão. Essa aliança teria se concretizado na figura de Jesus, cuja vida, está registrada nos quatro evangelhos, livros que inauguraram o chamado Novo Testamento. O Cristianismo é a tradição religiosa com o maior número de fiéis em todo o mundo: 2 bilhões de pessoas.

O imperador romano Constantino adotou o Cristianismo, mas também era devoto do Sol Invictus (“sol invencível”, derivado da Síria) e estava muito longe de se tornar um verdadeiro cristão. Foi, talvez, com exceção de Nero, o mais selvagem e perverso e ignorante de todos os imperadores romanos. Os homens que o seguiram, assassinaram, tiranizaram e morreram assassinados. Mudam os nomes e as datas mas os acontecimentos se repetem inúmeras vezes. Venceu a primeira batalha e atribuiu esse sucesso à suas orações, foi assim que Cristo o príncipe da paz, tornou-se o Deus da guerra do império romano.
A fim de convencer os supersticiosos romanos de que Cristo o tinha auxiliado nas batalhas, inventou um milagre. Disse que tinha visto uma enorme cruz em fogo, onde se liam as seguintes palavras; “In hoc signo vinces –“ com este sinal vencerás! Não se usava mais o “para frente, guerreiros romanos”, mas o novo grito dos arrogantes lutadores agressivos. Passou a ser “para frente soldados cristãos”, e a sua frente marchava o suave judeu da Galiléia, com uma pesada cruz de madeira nas costas. Tendo adotado o Cristianismo como religião oficial de Roma, o imperador assassinou a sua esposa, seu filho mais velho e uma sobrinha e começou a dirigir Roma. Aumentou as já excessivas taxas de seus súditos e reduziu grande parte dos cidadãos romanos à escravidão. Reconstruiu a cidade de Bizâncio, dando-lhe o nome de Constantinopla (a cidade de Constantino).
Constantino é mais conhecido e lembrado pela convocação do Concílio de Nicéia, na cidade de Nicéia, perto de Constantinopla. Para serem discutidas questões teológicas e as várias doutrinas sobre a divindade de Jesus. Já naquela época tinha vários fundamentalistas e modernistas, dispostos a se matarem mutuamente. Reuniu cerca de 2500 sacerdotes, incluindo 318 bispos e disse-lhes que apresentassem seus argumentos, na sua presença. A discussão foi toda em grego. Língua que Constantino não falava e não entendia e acompanhava certas partes com dificuldade. Os modernistas eram conhecidos como Arianos. Ário sustentavam que Cristo era o primeiro e o mais nobre de todos os seres sagrados, mas que não era um Deus e nem da mesma substância do Pai. Trinta anos após o início do reinado de Constantino, dois novos concílios foram realizados para discutir a mesma questão. Ambos foram incapazes de colocar um ponto final no assunto.

No Concílio de Nicéia, Jesus foi votado e escolhido como de origem divina. Aproveitaram a mensagem de amor de Jesus e a crucificação para transformá-lo em salvador e filho de Deus. Os Evangelhos anteriores foram considerados heréticos, reunidos e queimados e muitas versões diferentes sobre Jesus ficaram fora da Bíblia. A Igreja Católica Romana e Constantino lançaram as bases do novo poderio do Vaticano e toda (ou quase toda) história passa a ser contada pelos vencedores no cânone bíblico considerados “inspirados”. Os apócrifos, cartas, coletâneas de frases, narrativas da criação e profecias apocalípticas e narrativas ligadas a Jesus Cristo e ao Antigo Testamento ficaram de fora.

O Deus pré-cristão Mitra – chamado o filho de Deus e a Luz do Mundo - nasceu no dia 25 de dezembro, morreu, foi enterrado em um sepulcro de pedra e depois ressuscitou em três dias. Aliás, o dia 25 de dezembro é também o dia de celebrar o nascimento de Osíris, Adônis e Dioniso. Na época de Constantino a religião oficial de Roma era o culto de adoração ao Sol o dia santo semanal dos cristãos foi emprestada dos pagãos. Muitos cristãos não faziam uma clara distinção entre o culto do Sol e o seu próprio. Falavam em Cristo conduzindo sua biga pelo céu. A cristandade celebra o sabá judeu no sábado, mas Constantino ao resolver unificar Roma sob uma única religião, mudou isso de modo que a celebração coincidisse com o dia em que os pagãos veneram o Sol. E assim até hoje vamos a igreja para pagar tributos aos Deus Sol (Sol Invictus) semanal. E por isso em inglês o domingo é chamado de Sund-day, ou “dia do sol”. Os vestígios da religião cristã aparecem nos discos solares egípcios. Tornaram se auréolas dos santos católicos.
Um tormento incessante para Constantino era a controvérsia com os seguidores do teólogo Ário (arianos), que contestavam o conceito de Jesus que era da mesma substância que o Pai. Somente o Pai era Deus, afirmavam Ário e seus seguidores; Cristo não era uma deidade e deveria ser subserviente ao Pai, subordinada a Deus. Afinal ele ora ao Pai e faz a vontade do Pai. Argumentavam que Jesus tinha, sem dúvida sido um líder e profeta notável, mas não era Deus tornado carne e não passava de um homem. Um mortal. Os arianos foram derrotados pelos cristãos e assim o arianismo se tornou uma heresia.

Os fundamentalistas insistiam na Trindade (três divindades reunidas em Pai, Filho e Espírito Santo). Em Nicéia, não era a verdade, ou a veracidade, das visões religiosas ou morais que estava em xeque. A aceitação ou rejeição das concepções dizia respeito fundalmente à política e ao poder. Finalmente após uma tempestuosa discussão de dois meses, ajudou a organizar a Igreja e o Vaticano, segundo o modelo do Império Romano e os bispos com vantagens financeiras tornaram-se os chefes da Igreja. Acompanhavam o imperador em suas excursões militares. Muitos estudiosos alegam que a Igreja Católica Romana literalmente roubou Jesus de seus seguidores originais sufocando sua mensagem humana e usando-o para expandir o seu próprio império. A Igreja tornou-se rica, poderosa , profana, arrogante, opressiva, respeitável e corrupta. O papa (pai), tornou-se o espírito do Império Romano e o imperador romano pela espada era o ditador absoluto do seu corpo. O novo reinado do céu transformou-se numa trindade de reinados: Reinado do Céu, o Reinado de Roma e o Reinado da Igreja, numa época em que existiam seis milhões de cristãos.
Os lugares “santos” cristãos começaram a surgir a partir da visita de Helena à cidade, ela era a mãe do imperador romano do Oriente Constantino. Após a adoção, por seu filho, do Cristianismo como prática religiosa, foi ela quem “localizou” em Belém o lugar do nascimento de Jesus e quem “encontrou” o túmulo de Cristo em Jerusalém e outros lugares passaram a ser tornar santos e sagrados.
Jerusalém hoje congrega diferentes religiões, cada uma com seus próprios locais de adoração e peregrinação. Para cada povo a cidade possui um lugar santo. Desde a origem, Jerusalém estava destinada a ser uma cidade santa, mas a história das religiões não foi marcada pelo amor ao próximo.

Roma ensinara aos bárbaros a arte de destruir, e 139 anos depois da morte de Constantino os bárbaros Hunos, Vândalos, Godos, voltaram a destruíram Roma. Seguiu-se o caminho de todas as outras nações agressivas que procuraram governar o mundo pela força. Grande parte do mundo havia sido batizada pelo sangue, mas já não era mais a primitiva religião de Cristo. A primeira cisão no Cristianismo ocorreu em duas: tendo de um lado, a Igreja Católica Romana, de outro, a Igreja Ortodoxa, e mais tarde numa segunda cisão surgiu o Protestantismo de Lutero, que por sua vez também se dividiu.

Os vestígios da religião pagã na religião cristã são inegáveis. Foi no meio da mistura de religiões que se ergueu o cristianismo. As modernas imagens da virgem Maria com o Menino Jesus no colo, são pictogramas de Ísis – uma Madona - dando o seio a seu filho sagrado Hórus. Praticamente todos os elementos do ritual católico – a mitra, o altar, a doxologia e a comunhão, foram diretamente copiados de religiões pagãs místicas mais antigas.
No coração dos Mistérios leitura interessante nos traz o livro: Os mistérios de Jesus: “O Jesus original” era um deus pagão? (The Jesus Mysteries:Was the “Original Jesus” a Pagam God?). Havia mitos a um Deus-Homem morto e ressuscitado, conhecido por diferentes nomes: Osíris no Egito, Dionísio na Grécia, Adônis na Síria, Baco na Itália, Mitra na Pérsia Átis na Ásia Menor. Todos esses deuses-homens eram fundalmentamente o mesmo ser mítico e salvador. Filósofos como Xenófanes (V a . C.) e Empédocles ridicularizavam a interpretação literal das histórias dos deuses e deusas, as quais consideravam alegorias criadas pelos seres humanos. O mito de Osíris-Dioniso permaneceu essencialmente o mesmo. As narrativas sobre os deuses-homens dos filósofos dos Mistérios Pagãos são fundalmentamente a mesma, ainda que assumam formas diferentes. E se torna óbvio que a história do homem Jesus um mero profeta mortal continha todas as características desse relato imortal, produto de uma imitação diabólica ou seja plágio que nos foi legado pela Igreja de Roma.

A suposta biografia de Jesus e semelhança tem por base os temas míticos relacionados a Osíris-Dioniso, antecipados por sábios pagãos. Admitida até mesmo por alguns teólogos cristãos (extraído de: Os mistérios de Jesus; “O Jesus original” era um Deus pagão? - de Timothy Freeke e Peter Gandy). Como por exemplo alguns temas comuns:

O nascimento numa gruta ou lugar humilde diante de três pastores.
Seu pai é Deus e sua mãe uma mortal virgem.
Osíris-Dioniso é Deus tornado carne, o salvador e “filho de Deus”.
Ele oferece a seus seguidores o renascimento através do batismo.
Ele transforma água em vinho numa cerimônia de casamento.
Ele entra triunfalmente na cidade montado num asno e as pessoas o saúdam com folhas de palmeira.
Ele morre na Páscoa em sacrifício pelos pecados.
Depois da morte, desce do ao inferno, ressuscita no terceiro dia e ascende aos céus.
Sua morte e ressurreição são celebradas com uma refeição de pão e vinho, que simbolizam seu corpo e o seu sangue.
Seus seguidores aguardam seu retorno como juízo dos Últimos Dias.

Nada é original no Cristianismo. Uma das coisas mais inexplicadas à humanidade não é a construção das pirâmides, a estrutura do funcionamento do nosso cérebro. Mas essa acima “ Afff Maria”, essa é de doer! Embora a Igreja Católica Romana primitiva tenha feito tudo que estava ao seu alcance para evitar que o percebêssemos. Embora já percebido pelos pais da Igreja, como Justino, Tertuliano e Irineu que denunciaram o plágio antecipado, por copiar ardilosamente a história antes de ela acontecer, numa tentativa de iludir os crédulos. Descobrimos que a história do Cristianismo que nos foi legado pela Igreja de Roma era uma grosseira distorção da verdade (tomado emprestado) e “o maior acobertamento da história da humanidade”. Quando afirmo que nada é original no Cristianismo, vamos aprofundar o assunto sobre alguns fatos.
1) Segundo os persas: Deus criou o mundo em seis dias, um homem chamado Adama, uma mulher chamada Eva, e então descansou.
2) Os etruscos, gregos, egípcios, chineses e hindus tiveram seu Jardim do Edem e a árvore da vida. Todos tinham sua história da tentação do homem e da serpente astuta. Os chineses acreditavam que o primeiro homem fora criado da terra, e a primeira mulher, dos seus ossos.
3)O Gênesis fora copiado dos caldeus. Aí se encontra tudo sobre a chuva, a arca, os animais, a pomba, a montanha. Sabemos que também a história é muito mais antiga que o Livro e sabemos além disso que ela não é verdadeira.
4) A história de Jesus, nascimento, ressurreição e Juízo Final vem inspirada também dos persas e do Mazdeísmo.
5) A história do nascimento de Moisés e os códigos de leis com os Dez Mandamentos são tão antigos quanto a sociedade humana. O Êxodo da forma como foi relatado nunca pode ter existido.
6) A história da Torre de Babel não passa de uma fábula infantil.

Foi publicado nos EUA , Why, the Jews rejected Jesus: the turning point in Western history – Por que os judeus rejeitaram Jesus, um ponto chave da história ocidental. O autor é judeu praticante, David Klinghoffer. Diz duas coisas interessantes:
Lembra que o Talmude afirma que Maria concebeu Jesus em adultério, que ele praticava magia e incitava o povo em Israel. Essas passagens foram minimizadas ao longo da história por conta da perseguição cristã aos judeus. Dificilmente são acuradas historicamente, já que os textos são séculos posteriores a Cristo – provavelmente uma explicação por parte dos sábios, posteriores ao cristianismo. Mas o autor diz também que não enfrentá-los é desonesto e que a afirmação de que os judeus contribuíram para a condenação à morte de Cristo está de acordo com a tradição judaica.
Diz também que não tinha como os judeus aceitarem Jesus, já que ele se permitia o direito de reinterpretar os textos sagrados além da tradição.
No entanto, se Jesus tivesse sido aceito pelo grupo local de judeus entre os quais viveu, o cristianismo teria sido uma seita judaica. Portanto, seriam mantidos o Shabbath, a dieta kosher, a circuncisão. E, já que não é característica judaica a evangelização, o cristianismo jamais teria se espalhado pela Europa, criando um vazio. Uma Europa sem religião moderna, monoteísta, filosoficamente sofisticada, fatalmente se converteria à primeira que visse disposta a cativar novos adeptos: o Islã. E a história das Américas ficaria em aberto. Ao recusar Jesus, aquela pequena comunidade nos arredores de Jerusalém, sem saber, definiu o curso da história.

Especialmente relevante no Cristianismo são a exclusão e supressão dos Evangelhos Gnósticos (“Escrituras Apócrifas”) atribuídos aos judeus eremitas os Essênios. Haviam também outras facções e seitas judaicas como os: Fariseus (para eles, o Reino de Deus deveria ser realizado no presente, sem aguardar por uma vida futura), Zelotas (de origem sacerdotal), Sicários (“homens com punhal”) e Saduceus (aristocráticos)... Esses textos registram fatos específicos e documentáveis sobre o início da história cristã, além de fornecerem uma idéia da diversidade de pensamentos religiosos e filosóficos que floresceram nos primeiros séculos de Cristo. Foram mantidos em segredo pelas Igrejas e seriam uma outra Bíblia. Os gnósticos buscavam o auto-conhecimento espiritual num sentido místico, cosmológico e oculto. Os gnósticos buscavam a verdade em si (“gnose” - sabedoria - em grego) num sentido pessoal mais amplo como livre-pensadores e criaram uma profusão de documentos, escrituras e evangelhos com elementos gregos, egípcios e até orientais. Praticavam o batismo no estilo de João Batista e se reuniam numa ceia litúrgica, de pão e vinho e suas comunidades eram dirigidas por 12 “homens de santidade” à semelhança dos 12 apóstolos cristãos.
A partir de 1945 e 1947 começaram a vir a público misteriosos evangelhos não-canônicos, conhecidos como os Manuscritos do Mar Morto. Foi descoberta uma biblioteca de manuscritos judaicos de Evangelhos Gnósticos numa caverna nas imediações de Nag Hammadi, no Egito e nas cavernas do Deserto de Judéia. Os textos em rolos de pergaminho e papiro, envoltos em tecidos de linho, capa de couro e selados com betume (também foi achado um rolo de cobre) Quamrum , às margens do Mar Morto. Falam de um Jesus mais humano e sua história original, e os mais conhecidos são:

O Evangelho de Maria Madalena - que tinha um relacionamento especial com Jesus. Esses evangelhos sugerem que as pessoas são capazes de tomar a iniciativa e encontrar o divino em seu íntimo. Podem prescindir da Igreja. Podem prescindir dos padres. Podem simplesmente meditar e ter suas próprias visões; o

Evangelho de Filipe (63:34-35) - que Jesus costumava beijá-la com freqüencia na boca o que provaria que teriam certa intimidade e seriam casados (ou companheiros); o

Evangelho de Tomé – Apresenta o mestre com uma sabedoria oculta. Contém muitos paralelos com os Evangelhos Ortodoxos do Novo Testamento, inclusive ditos ( Jesus disse, e Ele disse), frases de Jesus e provérbios extremamente parecidos com os que constam em outros textos, “fontes” para os textos canônicos Atribui, igualmente, grande importância ao autoconhecimento e ao crescimento pessoal, em passagens que lembram, de certa forma, verdades a semelhança com os aforismos budistas e taoistas; os pesquisadores consideram algumas de suas sentenças mais autênticas do que as equivalentes dos evangelhos canônicos; o

Evangelho Sofia (Pistis Sophia) de Jesus Cristo – é um texto profundamente místico que fala sobre a criação de deuses, de anjos e do universo, com ênfase na existência de uma verdade infinita e mística. Trata de ensinamentos secretos que Jesus supostamente teria transmitido aos seus discípulos depois da ressurreição.

Seguidores de uma variante do Cristianismo viviam no alto das montanhas, eram vegetarianos e respeitavam a natureza. Proclamavam saber os Mistérios Internos secretos do cristianismo, que os literalistas cristãos não possuíam. Foram declarados heréticos, combatidos e reprimidos. E assim uma grande variedade de documentos de outras formas de pensamento perdidos. Em nossos dias esse sistema de crença “na união com um “ser superior ou a descoberta desse eu, que é identificado com o divino ou equivale a ele”, continua vivo em nossos dias e existem sociedades gnósticas ou de gnosticismo. Proliferaram interpretações de que o Vaticano estaria manipulando os tradutores para evitar a divulgação de informações comprometedoras sobre a origem do Cristianismo.
Apesar de considerados pelo Vaticano sem valor teológico, os Evangelhos Apócrifos são fonte para vários elementos da tradição, da liturgia e até da doutrina católica. Fora da Bíblia mas aceitos pelos fiéis, como a Perpétua Virgindade de Maria e a Assunção de Maria. Para ler sobre o assunto existem muitos livros como: Os Manuscritos do Mar Morto, O Mestre Antes de Jesus, Os Proscritos da Bíblia, Os Partidos Religiosos Hebraicos da Época Neotestamentária, Bíblia Apócrifa, Os Evangelhos Gnósticos (Elaine Pagels); A grande heresia: O Segredo da identidade de Cristo , O Outro Jesus, Além da crença: O Evangelho desconhecido de Tomé, Os Segredos do Código, Sábios Fariseus – Reparar uma injustiça. E para acessar e navegar, o site na web: http://www.essene.org

Até que ponto são dignos de créditos os quatro pilares dos Evangelhos aceitos ( atribuídos a Mateus, Marcos, Lucas e João), dadas as suas discrepâncias narrativas?
O que de se fazer com todos os demais relatos que não tiveram lugar no Novo Testamento?
Quem foi Jesus e Maria Madalena, foram casados, tiveram um filho, e qual a sua verdadeira identidade?
Maria Madalena era prostituta, discípula de Jesus que escreveu o seu próprio evangelho?
E a figura de uma mulher na no quadro de Leonardo da Vinci na Santa Ceia?
Por que a história de Moisés, o profeta fundador herói sem berço e sem túmulo, que teve o privilégio único, em vida, estar diante de Iahweh – aquele que é – o homem que deu ao mundo o Decálogo – as Tábuas da Lei gravadas pelo próprio dedo de Deus e selou a aliança entre Deus – a Potência Celeste - e o homem. Por que apesar de sua grandeza , a história de Moisés está mais cercada de dúvidas, hiatos, mistérios, controvérsias e contradições do que certezas ou de confirmações, chegando-se mesmo a se duvidar de sua existência?
O que leva as pessoas a aceitarem as idéias da concepção sem pecado e da ressurreição?
O que leva os muçulmanos a acreditarem que o Alcorão foi trazido do Céu e trazidos por um anjo para ser escrito? E o livro dos Mórmons?
O que leva cristãos com idéias tradicionais a acreditar que quaisquer coisas que ultrapassem os limites canônicos ou que não estão de acordo com a versão oficial da Igreja são provavelmente, heresias, mentiras e maldades que se originam ou do mal oculto nos corações humanos ou do próprio diabo?

A verdade é que existe um abismo cada vez maior entre os resultados da pesquisa científica e relatos de teólogos, arqueólogos, filósofos, historiadores em torno da Bíblia do Talmude e Alcorão e o que dela sabe o cidadão comum, pertencente ou não a alguma religião judaica, católica e islâmica. Mas perfeitamente compreensível quando descobrimos pessoas que realmente acreditam que Adão e Eva tinham sido personagens reais.
No Cristianismo, o ato humano por mais insignificante que seja, interfere com a vontade de Deus. O homem é livre para ser castigado e por isso é eterno escravo e joquete nas mãos de Deus e o Senhor criador e regulador Rei do Universo, que faz que tudo seja o que é.
Sendo assim tudo o que nossos pais nos ensinaram é questionável, inclusive as suas crenças e os seus deuses. Podemos considerar seriamente que o mundo como nos foi apresentado e ensinado, deve ter chegado pelo correio de burro e estava marcado “Frágil” e “Perigoso”

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Um comentário:

Tiburtino Lacerda disse...

Se há algo no Cristianismo, que é MUITO DIFÍCIL para o crente, é o seguinte:Depois da morte de Cristo na cruz, esse instrumento de tortura, desonra e morte das pessoas, tornou-se SAGRADO.É paradoxal, sem nenhum nexo mesmo, essa ENORME adoração a um instrumento de suplício.Cristo,na cruz, através dos séculos,reproduzido ad infinitum, é uma marca registrada, como a Coca Cola.Fico perplexo,confabulando comigo mesmo:COMO seriam os altares das igrejas, pelo mundo afora, o que existiria neles, se Cristo tivesse morrido EMPALADO?